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28 junho 2007

Colours of a silent scream



Hoje o meu grito foi de novo em silêncio.


De raiva, de dor, de mágoa, de descrédito...


Os adultos são tão complicados...



Quase conseguia dizer em palavras, em viva voz, o que estava a sentir... Mas ainda não consegui soltar a voz nessas situações... Fico cá dentro aos gritos mudos que só eu entendo e que me custam a deitar para fora.



Às vezes acho que os outros entendem e aceitam as minhas escolhas... Esqueço-me que só eu tenho de as entender e aceitar... e que os outros têm as deles para entender e aceitar. Às vezes acho que será fácil de aceitar isso... Mas não é! E guardo cá dentro...





Reconheço que já estou melhor... Mas ainda assim, as implusões internas existem... e só eu posso terminar com elas...


Reconheço que já muito do que me calava, me faz falar e reagir...



Mas ainda tenho de aceitar e amar, todas as vezes que me calo e guardo para mim esta dor, esta raiva, esta zanga...


Sou eu... sou eu que tenho de trabalhar isso em mim, pois os outros não o farão neles...


E este espelho que recebi hoje foi enorme... e isso também me incomodou...




Hoje, num dia em que o silêncio me acompanhou em gritos mudos, peço ajuda àqueles que nunca me deixaram...
Hoje peço de novo aquele colo e aquele aconchego que sinto quando viajo para longe, sem sair de onde estou.
Vou fechar os olhos... E deixar acontecer...







Bjs coloridos



Nota: Imagens de Osho.com / O vídeo nada tem a ver com o que sinto. É a letra desta música que se identifica comigo. Mas não consegui colocar só a música a tocar sem vídeo... :(

07 junho 2007

Colours falling down on me


Foto d'aqui!
A cortina vai caindo...
Desvenda os sentimentos que me habitam.
Impossível não sentir... Impossível não deixar transparecer...

A cortina vai-se desfazendo... E o Amor que nunca saiu de cá de dentro volta a dar sinais.

Não adianta não lhe ligar... Não adianta não querer sentir, ou tentar transformar o que sinto noutra coisa qualquer que não este Amor...

Amar-te significa Amar-me mais. É saber que em ti me encontro e que cá dentro tudo se renova. É crescer e ser feliz (muito) tal e qual uma criança que se entrega com a intensidade e a simplicidade de quem vive o aqui e agora.

Amar-te é deixar cair a cortina que me envolve, sair à rua e gritar de felicidade este Amor, é saltar nas poças, é andar de baloiço, é deitar-me na relva e olhar o céu e ver-te a sorrir...

Amar-te é Amar-me... profundamente! Intensamente!
É a felicidade a sair em cada respiração...
É deixar-me ficar silenciosamente, a ver a cortina cair...
Amar-te é ficar aqui... sabendo que estás noutro lado qualquer... É esperar silenciosamente.
É deixar sair este sentimento e sorrir-te... mesmo que seja só quando olho o céu, tal e qual te recebi no Céu do Deserto!